segunda-feira, 10 de julho de 2017

O CONHECIMENTO E O MERCADO DE TRABALHO


           
            De acordo com os estudos realizados, a análise crítica de Castells sobre as hipóteses, desconstrói o negativismo existente nas teorias pós- industrialismo a respeito das oportunidades de trabalho existentes no mercado.  O autor analisa as teorias sobre as mudanças que vão ocorrer nas atividades de trabalho existentes na era informacional, em que é afirmada a diminuição das vagas de emprego oferecidas nas indústrias no setor de produção e o fim do emprego rural. Dessa forma a maior oferta de empregos seria na prestação de serviços, nas sociedades mais avançadas.
            O que se pode observar que a sociedade realmente se transforma devido a chamada “era digital”. A importância de profissões com grande conteúdo de informação e conhecimentos como as administrativas, e técnicas  especializadas crescem, não só no Brasil e há um interesse da população devido às compensações salariais. Não se acredita, no entanto no declínio das atividades rurais. Com o aumento populacional a produção de alimentos também deve aumentar. Embora cada vez mais as novas tecnologias estejam presentes  nesse tipo de atividade, o que requer especialização e conhecimentos,  é necessária uma mão de obra que não pode ser substituída por máquinas. Não se imagina uma produção em massa de alimentos sintéticos. O que se vê nos informativos a respeito é o aprimoramento desses empregos, em que está sendo exigida uma capacitação do empregado. Nesse caso, melhoram as compensações o que tem ocasionado uma qualidade de vida cada vez melhor ao homem do campo, traduzida em aquisição de bens, favorecendo a indústria.  Os  produtores rurais, de pequeno e médio porte, sem grandes perspectivas financeiras vão continuar, apesar de toda a intricada rede de informação e dos prognósticos da teoria, a utilizar a mão de obra humana  em suas atividades. E eles são muitos, não só aqui no Brasil como também em outros países de todas as partes do mundo.
            Mesmo em sociedades mais avançadas como no Japão, em alguns países europeus e outros que emergem, esses diagnósticos devem ser olhados com cautela. Com a globalização o que se tem visto nos noticiários é uma retração da economia, de diversos países, ocasionada por vários fatores, como os acontecimentos ocorridos na China por exemplo. A reestabilização, e consequente avanço, da economia é um processo lento. No Brasil devido a fatores como a forte  crise política, econômica e social, que tem ocasionado uma estagnação em todos os setores, ocorre uma desindustrialização. Contudo, o que se espera, é que haja uma reação tanto do Governo quanto da sociedade, e que o país volte a crescer. Os programas sociais do governo brasileiro têm favorecido às famílias de baixa renda a possibilidade de adquirir bens de consumo pela primeira vez. Isso aquece a indústria e o comércio e garante o mercado de trabalho.
            Acredita-se que de acordo com os avanços das sociedades, as atividades relacionadas ao conhecimento e informação, cada vez mais, irão adquirir importância. A prestação de serviços, também deve se evoluir  numa dinâmica cada vez mais sofisticada, isso nos grandes centros. Mas nem toda a população mundial vive nas grandes cidades.  As cidades de pequeno e médio porte, com suas pequenas indústrias,  não devem ser desconsideradas na sua oferta de empregos. Observando que, devido aos enormes problemas enfrentados pela população no dia a dia das grandes cidades, muitos estão fazendo o caminho de volta.
            De acordo com o texto para aporte e pela argumentação de Castells, no processo de transformação do mercado não desaparece nenhuma categoria importante de serviço. O que ocorre é uma diversidade cada vez maior de atividades e o surgimento de um conjunto de conexões entre as diferentes atividades que torna obsoleta as categorias de emprego. No entanto, essa situação sempre aconteceu ao longo do desenvolvimento da humanidade, em que algumas categorias de emprego foram substituídas por outras, não ocorrendo somente agora com o aumento  das atividades ligadas à informação e à prestação de serviços.


 Lécia Freitas

TÉCNICAS DE RECUPERAÇÃO DE SOLO



            O solo é,  em seu estado natural,  recoberto por uma camada de vegetação que fornece os nutrientes necessários  para a sua conservação e fertilidade. A retirada da cobertura vegetal e a consequente incidência direta da radiação solar sobre a sua superfície podem causar a destruição acelerada da matéria orgânica e dos microrganismos presentes no solo. O mau uso dele  pode ocasionar sérios danos ambientais e econômicos, transformando terras férteis em áreas improdutivas e agredindo seriamente o meio natural. O termo degradação do solo é amplo, mas basicamente diz respeito à destruição do solo.
            Um dos piores fenômenos para a degradação do solo é a erosão. Segundo os estudiosos ela se apresenta em diversas formas, mas seu feito de destruição é sempre o mesmo. Quando o solo é preparado para a agricultura, perde a  vegetação natural, ficando a descoberto. Com a ação dos ventos e das chuvas, a camada superior vai se deteriorando sendo arrastada pelas águas o que forma sulcos, o que em estágios mais avançados impossibilita a aração dos terrenos. Além disso, a terra arrastada pelas enxurradas polui os reservatórios e os cursos d’água colocando em risco a fauna aquática e a vida humana. Além dos prejuízos ao setor agropecuário, a erosão representa sérios riscos ao meio ambiente e aos setores de produção de energia elétrica e captação de água em função do assoreamento, poluição e eutrofização dos corpos hídricos.
            O que se sabe minimamente é que as plantações feitas acompanhando  o declive do terreno é um poderoso aliado na luta contra a erosão. Faixas de retenção, formação de terraços e cordões de contorno são outras formas de plantio em declive que evitam a força destruidora da erosão. A desertificação, o empobrecimento e a contaminação, também são exemplos de degradação do solo, causados pela ação humana. As práticas de manejo inadequadas, uso indiscriminado de agrotóxicos, queimadas e o desmatamento ocasionam todos esses estados.
            As ações a serem empregadas na recuperação dos solos devem ir além dos conceitos técnicos. Acredita-se que é necessário uma educação ambiental sistemática, capaz de  preparar as gerações futuras para o uso adequado do solo, no sentido de considerar as determinações dos técnicos e respeitando a fragilidade do solo.
            Dentre as técnicas estudadas, cita-se a rotação de culturas que pode diminuir o esgotamento do solo. Essa técnica baseia-se  na troca de culturas a cada plantio alterando as espécies  em uma mesma área.  Existe também o sistema integrado de lavoura, pecuária e floresta que agrega diferentes sistemas produtivos, buscando melhorar a fertilidade do solo com técnicas e sistemas de plantio otimizados. O cultivo itinerante ou rotação de culturas é um sistema tradicional, usado durante milênios e no mundo inteiro, sendo, portanto, o que deve ser mais utilizado.
Todas as informações para a elaboração desse texto foram obtidas após análise do estudo do texto referenciado abaixo. Outras informações tratam-se de senso-comum.

GRABOWSKI, Leila. Erosão do solo pela atividade agrícola. 2015. Disponível em:

CONSERVADORISMO DOMINANTE



         

            Vivemos em uma sociedade plural composta por indivíduos que se diferenciam entre si, justamente, pela sua individualidade, mas que se assemelham em essência. As diferenças, surgem naturalmente, e devem acontecer, mas não se pode admitir que  um ser humano se considere superior ao outro.
            Numa sociedade pluralista, existem diversos tipos de grupos que observam o outro, fiscalizando-o e influenciando na tomada de decisões. O objetivo do pluralismo é descentralizar o poder estatal de forma que as decisões não atendam exclusivamente a interesses de um único grupo dominante.
O que uma sociedade pluralista deve ter como princípio, é o reconhecimento dos contrastes e diferenças existentes entre os grupos de forma a atender, dentro de um sistema  democrático, os interesses de quantos for possível, superando conflitos e buscando soluções. Ressalta-se que no pluralismo deve-se observar a tolerâncias às diversas posições e  opiniões sobre, vários aspectos da vida humana e suas implicações. Porém, mais que a tolerância é preciso cultivar o respeito às diversidades, de todo e qualquer caráter, uma vez que tolerância não é e nunca será sinônimo de respeito.
            No Brasil, existe o pluralismo político uma vez que a quantidade de partidos com opiniões contrárias atestam essa afirmativa. Na atualidade, pode-se afirmar que a sociedade também é pluralista devido à existência de grupos sociais diferentes, como os religiosos, os homossexuais, as diversas etnias, os imigrantes, etc. Eles existem, mas dizer que são respeitados é mascarar a realidade. Diariamente, pelos  vários veículos de informação são noticiados violência e crimes cometidos pelos que são contrários  a esses grupos  citados, casos abomináveis de intolerância e desrespeito. Em muito deles, ocorrem mortes de forma trágica e dolorosa causando  horror e tristeza  ao restante da população que repudia e recrimina esses atos. Esse antagonismo tem gerado um clima de insegurança e medo em grande parcela da sociedade que não encontra uma solução para o problema. Na tentativa de evitar conflitos e possíveis ataques, os indivíduos preferem a reclusão e a introversão, em prejuízo das relações pessoais, tão importantes a qualquer ser humano. Com isso pode-se afirmar que embora haja o pluralismo cultural, ele não é respeitado, já que os grupos pertencentes à elite dominante rejeitam e desprezam, violentamente,  as manifestações que não lhe são próprias.
            Diante dessa conjuntura, observa-se que na sociedade brasileira predomina o pensamento conservador,  característico de uma elite tacanha que dominou o país por séculos, explorando os menos favorecidos e se considerando superior em todos os aspectos. No cenário político, ainda que haja o multipartidarismo a situação não se altera, uma vez que os partidos conservadores não aceitam o governo de esquerda que por ora está no poder, legitimamente constituído, criando um clima de instabilidade, política social e econômica, que prejudica a nação e todos os que aqui vivem.  O pluralismo existe, mas não pode se manifestar, correndo o riso de ser apedrejado até a morte, devido a um ódio sem precedentes em todos os espaços públicos. Definitivamente, a nossa sociedade pode ser pluralista, no sentido de heterogeneidade, mas não é moderna e sim, conservadora e retrógrada.

Lécia Freitas 

SOBREVIVÊNCIA




A relação  homem natureza pode ser estabelecida como uma experiência ao longo da história em que a vida humana se atrelou para garantir a permanência na terra. Em algum momento, o homem julgou ser superior e pretendeu um domínio que ele, absolutamente, não possui. Detentor de uma ambição e ganância desmedidas o ser humano se atrelou aos processos do mercado capitalista. Esse mercado exige, em  larga escala, a exploração dos processos da natureza, e de acordo com a conveniência, potencializou a criação do homem na capacidade de produção. Com isso o indivíduo  progrediu em muitos aspectos, mas está perdendo o senso de autopreservação, já que o estreitamento dessa relação está subordinado à sobrevivência.

Lécia Freitas

O BRASILEIRO E O OUTRO



 O brasileiro, por ser uma mistura de etnias distintas traz dentro de si uma diversidade que instiga e confunde. As diferentes narrativas identitárias do individual e da coletividade da alma brasileira trazem as mesmas marcas e características, demonstrando  que  há um consenso sobre quem somos nós. O estereótipo, já consagrado do brasileiro malandro, com certeza  incomoda, uma vez  que não representa a coletividade, porém é uma reação velada ao colonialismo europeu. Com toda a pretensa superioridade do homem branco, o espírito do subjugado foi além. O homem branco veio, matou, roubou, mas não convenceu. Embora sempre se fale nas três etnias, não há nenhuma representação de brasileiro como europeu. Ainda que seja, muitas vezes, depreciativa e caricata,  nos identificamos muito mais com o negro e com o indígena. O europeu é o outro, o vilão.

Lécia Freitas


A BOLSA AMARELA


Lygia Bojunga

Uma leitura prazerosa, uma vez que  o livro é uma agradável suspresa. Com uma linguagem simples, a autora prende os leitores através do ficcional. Embora haja passagens do cotidiano da personagem central não há limites entre o real e a fantasia. Isso comprova-se quando, em um almoço de família, o galo que mora dentro da bolsa amarela sai e começar a conversar. Impressionante como Bojunga traz da imaginação infantil estratégias que eliminam problemas e/ou dificuldades para sequenciar a história. Como no relato acima em que Raquel, a protagonista, para explicar a presença de um galo falante em sua bolsa, disfarça e diz que “é uma mágica. Uma mágica muito forte”.

É interessante como a autora aborda temas que vão ao encontro do universo da criança com o mundo adulto. O livro oferece ao leitor uma visão clara dos comportamentos sociais e convida o leitor a uma caminhada que vai da fantasia até a realidade. É nesse sentido que a literatura é um dos grandes meios de busca e conhecimento, pois além de ter como matéria-prima a palavra (aquilo que define o humano em relação ao animal) ela é o ato criador que transfigura a realidade da vida em arte.”

Na verdade, a autora, sutilmente, apresenta a tecedura da história de forma a não deixar pistas sobre a intencionalidade do discurso. De acordo com o contexto,            reconhecido durante o estudo do livro, a escritora aborda questões relevantes e de interesse público. Entremeada com os conflitos interiores vividos pela menina e com os enfrentamentos da mesma diante da família, a delicadeza que Bojunga  usou nessa abordagem, dentro de uma pretensa história infantil, deliciosa, foi de extrema inteligência. De modo a não levantar suspeitas dos orgãos  repressores que existiam na época da ditadura, quando o livro foi escrito.
A príncipio, o livro destina-se, para estudos, à alunos do 6º ano, desde que seja trabalhado apenas na superficialidade. No entanto, diante do conteúdo, ele pode ser trabalhado, com alunos de um faixa etária maior, levando em consideração todo o seu contexto. Imagino uma roda de conversa em que cada um exponha a própria opinião sobre o livro, e a professora, habilmente, conduzindo o fio da história no sentido de apresentar tudo o que a autora quis revelar, denunciar, desalienar.
Lécia Conceição de Freitas



quinta-feira, 8 de junho de 2017

que o meu amor, por ser homem, tenha uma boa mulher que o ame e que o faça feliz
porque eu por amá-lo e por não  tê-lo,  amo-o tanto  e de tal forma
que desejo apenas que o amor cresça
e que por ser gigante e belo
transcenda as urgências da carne e do espirito
transformando tudo  o que é imutável em nós
no maior amor que alguém é capaz de sentir
pelo infinito afora