Lécia Freitas
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
Meu mundo nunca foi bonito nem perfeito. Muito menos eu. Mas a cada dia eu busquei tranformá-lo em melhor. E das muitas vezes que falhei, meu Deus, como falhei, eu tentei outra vez. E de novo. Quantas vezes fosse necessário. Aqui estou, a cada dia, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto. Pede-me para sorrir? Eu o faço, às vezes...também às vezes, é preciso aceitar as incógnitas.
Lécia Freitas
A gente sempre deixa pra depois
porque acredita que é melhor deixar o tempo passar
que novos tempos virão,
que o tempo cura qualquer ferida
e a gente finge que está tudo bem
que o canto de anus nessas manhãs de primavera
traz o mesmo encantamento de outrora
que o “california dreams” dos renato e seus blue caps
ainda conseguem transpor a magia dos anos 80
insiste em dizer que está tudo lindo
sem perceber que o céu não está tão azul
quando na verdade está
não se pode admitir
que as coisas não estão funcionando
porque de concreto só existem lembranças
e as verdades deixaram de ser vistas e
que viver de fantasia nunca foi bom
nem no mundo de alice
mas a gente prefere viver de mentira
para não dar ao outro
o poder que ele já tem
por nos governar mesmo sem saber
porque pensamos continuamente
e a gente tem a ilusão que a vida segue
quando na verdade está parada
esperando um movimento qualquer
Que nos tire dessa inércia
do automotismo involuntário
que nos impede de viver o real
porque o medo de sofrer
de sangrar
pela realidade de uma ausência
é bem maior
Lécia Freitas
porque acredita que é melhor deixar o tempo passar
que novos tempos virão,
que o tempo cura qualquer ferida
e a gente finge que está tudo bem
que o canto de anus nessas manhãs de primavera
traz o mesmo encantamento de outrora
que o “california dreams” dos renato e seus blue caps
ainda conseguem transpor a magia dos anos 80
insiste em dizer que está tudo lindo
sem perceber que o céu não está tão azul
quando na verdade está
não se pode admitir
que as coisas não estão funcionando
porque de concreto só existem lembranças
e as verdades deixaram de ser vistas e
que viver de fantasia nunca foi bom
nem no mundo de alice
mas a gente prefere viver de mentira
para não dar ao outro
o poder que ele já tem
por nos governar mesmo sem saber
porque pensamos continuamente
e a gente tem a ilusão que a vida segue
quando na verdade está parada
esperando um movimento qualquer
Que nos tire dessa inércia
do automotismo involuntário
que nos impede de viver o real
porque o medo de sofrer
de sangrar
pela realidade de uma ausência
é bem maior
Lécia Freitas
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