segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

A CRISE ECONOMICA NO PAÍS E COMO ENFRENTÁ-LA





            A atual crise no país é tão perceptível que não é necessário ler jornais, nem entender de economia. Tornou-se assunto recorrente em todos os espaços da sociedade e, infelizmente, atinge desde o mais simples operário até os empresários. Reconhece-se que não deve ser fácil governar um país de tamanha extensão geográfica e com regiões distintas em suas particularidades. Além disso, sabe-se que devido à globalização, a economia dos país está interligada com tudo que acontece mundo afora, sofrendo também com as consequências negativas de acontecimentos e estratégias de outros países.
            As causas da crise no Brasil estão aprofundadas, tanto nesses acontecimentos internacionais, quanto nas medidas tomadas pelos três últimos governos, principalmente, o de Dilma Rousseff, fato que, entre outras coisas, levou-a à interrupção do seu mandato.  Segundo pesquisas na mídia, a Presidenta Dilma seguiu o modelo do seu antecessor, ignorando, talvez, as mudanças que ocorriam no setor, na economia mundial, agravando um quadro que já se anunciava crítico. 
            O  impeachment da Presidenta Dilma ocorrido em 16 de agosto de 2016 teve como peças acusatórias crimes de responsabilidades agravados por suspeição de corrupção envolvendo a Petrobrás. Já na época, havia juristas que contestavam a denúncia dos três advogados, sendo que posteriormente comprovou-se não haver nenhum dolo que justificasse o impeachment, configurando um golpe de estado.
            Esse fato aliado às ações da Operação Lava-jato, ação promovida pela Polícia Federal, desencadeou uma crise política e econômica, desestabilizando o país de forma a aumentar a ocorrência de falências de empresas, a uma situação de  desemprego na casa dos milhões, a queda da renda familiar, queda nos investimentos.  O PIB (Produto Interno Bruto) vive uma retração de 4% o que é motivo de preocupação para todos, visto que a economia está estagnada levando à recessão.
            Nesse sentido, os empresários de pequeno e médio porte buscam estratégias e alternativas para se manterem no mercado. Outra preocupação dos empresários, a nível social, é quanto à manutenção do quadro dos empregados.
            De acordo com extensa literatura, o colaborador é o maior aliado do empresário. Sendo assim, considera-se que o primeiro passo do empresário para enfrentar a crise é criar estratégias para confirmar essa parceria e motivar os empregados, levando-os a realmente “vestir a camisa” da empresa. Torna-se imperativo pactuar-se com eles a fim de enfrentar uma situação em que podem sair vencedores se forem além do lugar-comum.
            O segundo passo configura-se na fidelização dos clientes. Na visão de  Rezende (2004, p.3) a busca de novos clientes é atraente e motivadora  para a força de vendas,  mas é mais cara, cerca de seis vezes, do que manter um cliente atual.
            Borba (2004, p. 164) destaca que a fidelidade não é alcançada pela qualidade presumida de um produto ou serviço, mas pela qualidade constantemente superada. Nesse sentido, é preciso surpreender e encantar sempre, para se manter ativo e dinâmico nesse processo de fidelização. É fundamental que o cliente se sinta satisfeito
            Conforme Kotler; Keller (2012, p. 134-135) é possível reter com regularidade a satisfação dos clientes agindo com inteligência. Um cliente satisfeito irá comprar mais quando novos lançamentos, ou se há um aperfeiçoamento do que ele já usa; fala bem da empresa e de seus produtos, importando menos com marcas e propagandas dos concorrentes e é menos sensível ao preço; faz sugestões sobre os bens ou serviços, e por ser habitual custa menos para ser atendido do que um cliente novo.
            Algumas das ferramentas que podem ser utilizadas nesse processo são as mídias sociais, como Facebook, Whatsapp, Instagran, Blogs e outros , que hoje, em muitos casos podem ser usadas gratuitamente, ou mesmo com pequenos investimentos para  publicidade. O nível de alcance dessas redes é impressionante e devem ser aproveitadas.
            Na fidelização do cliente o empresário deve estar atento à satisfação do cliente. O pós venda em que se manifesta  a preocupação pelo bem-estar adquirido com a compra efetuada e com possíveis acertos; os cumprimentos em datas, principalmente aniversários quando as pessoas se propõem a gastar um pouco mais e as promoções tão queridas pelos brasileiros. O atendimento também deve ser primoroso, se possível com cafezinho, balas e pequenos brindes. Inclusive, espaços para crianças e pets com supervisão de funcionárias sorridentes e solícitas. As facilidades no pagamento também são fundamentais.
            Finalmente, é fundamental manter a qualidade dos produtos e observar continuamente as reações do mercado, ciente que ninguém está sozinho, e que é preciso dinamismo, bom-humor e confiança em si mesmo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BORBA, Valdir Ribeiro. Marketing de relacionamento para organizações de saúde. São Paulo: Atlas, 2004.
Kotler, Philip Administração de marketing / Philip Kotler, Kevin Lane Keller; tradução Sônia Midori Yamamoto; revisão técnica Edson Crescitelli. – 14. ed. – São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012.

REZENDE, Willians. Como Fidelizar Seu Cliente. Rio de Janeiro-RJ: Axel Books, 2004.












sexta-feira, 28 de junho de 2019

A EDUCAÇÃO


Sabemos que uma das funções da Educação é promover a emancipação humana. Segundo Dourado no desenvolvimento das práticas educacionais, precisamos ter em mente que os sujeitos dos processos educativos são os homens e suas múltiplas e históricas necessidades. Considerando os sujeitos históricos, o projeto de educação a ser desenvolvido nas nossas escolas tem que estar pautado na realidade, visando a sua transformação, pois se compreende que a realidade não é algo pronto e acabado. Não se trata, no entanto, de atribuir à escola nenhuma função salvacionista, mas reconhecer seu incontestável papel social no desenvolvimento de processos educativos, na sistematização e socialização da cultura historicamente produzida pelos homens.
Sabemos que o conhecimento não é um produto pronto e acabado, mas os saberes que se acumulando ao longo da humanidade. O que nos leva a pensar  que esses saberes estão ao alcance de todos. Principalmente na atualidade com todas as tecnologias, em que basta entrar na internet para se obter qualquer informação. Todavia não é isso que acontece. Podemos imaginar também que se isso acontecesse seríamos todos sábios. O que ocorre então? Por que alguns indivíduos conseguem alcançar o conhecimento a ponto de se tornar o protagonista de sua história e assim transformar a própria realidade e outros não. Onde está a falha nesse processo? Estamos falando dos indivíduos que frequentam a escola pelo tempo necessário.
Segundo o estudioso Vítor Henrique Paro é preciso que o aluno queira aprender.
Torna-se então imprescindível a presença do professor. É este profissional que vai nortear o aprendizado do aluno. É o professor que vai com os meios que dispõe atrair, conquistar o aluno e fazer com que ele reconheça a importância de todos esses saberes e de como eles vão modificar a sua vida. Nesta empreitada as novas tecnologias são ferramentas importantes no incremento de uma aula. Porém é preciso  ter em mente que são apenas recursos a serem utilizadas. As tecnologias em sala de aula devem ser usadas com moderação, trazendo desvantagens quando empregadas em excesso. É fundamental que o professor se conscientize disso. A utilização de um recurso tecnológico vai realmente incrementar aula, mas absolutamente, não substitui a retórica bem feita de um professor que domina o conteúdo. É o que se espera. Um conteúdo apresentado em vídeo, data-show pode até chamar a atenção dos alunos, ser bem explicado,  mas não vai ter o alcance de uma exposição  acalorada, não vai ter o acréscimo do ponto de vista do professor. E isso faz toda  diferença. A interação dos sujeitos durante a explanação de uma matéria  vai ficar para sempre na memória do aluno. Essa pode ser a maior desvantagem do uso das mídias em sala de aula. A pretensão de substituir o professor. Além disso, em uma aula expositiva, o aluno pode intervir, pedir explicações, realmente interagir. Com isso ele vai, entre outras coisas, desenvolver a oralidade. Em uma conversa durante uma aula expositiva, será possível o professor perceber dificuldades e avanços do aprendiz.

RESUMO "OTELO"


OTELO
Willian Shakespeare

A história gira em torno da traição, da inveja e da rivalidade entre os personagens. Inicia-se com Iago, alferes de Otelo, tramando com Rodrigo uma forma de contar a Brabâncio, rico senador de Veneza, que sua filha, a gentil Desdêmona, tinha relações íntimas com Otelo. Iago queria vingar-se do general Otelo porque ele promoveu Cássio, jovem soldado florentino e grande intermediário nas relações entre Otelo e Desdêmona, ao posto de tenente. Esse ato deixou Iago muito ofendido, uma vez que acreditava que as promoções deveriam ser obtidas "pelos velhos meios em que herdava sempre o segundo o posto do primeiro" e não por amizades.
Brabâncio, que deixara a filha livre para escolher o marido que mais a agradasse, acreditava que ela escolheria para seu cônjuge, um homem da classe senatorial ou de semelhante. Ao tomar ciência que sua filha havia fugido para se casar com o Mouro, foi à procura de Otelo matá-lo. No momento em que se encontraram, chegou um comunicado do Duque de Veneza, convocando-os para uma reunião de caráter urgente no senado.
Durante a reunião, Brabâncio, sem provas, acusou o Mouro de ter induzido Desdêmona a casar-se com ele por meio de bruxarias. Otelo, que era general do reino de Veneza e gozava da estima e da confiança do Estado por ser leal, muito corajoso e ter atitudes nobres, fez, em sua defesa, um simples relato da sua história de amor que foi confirmado pela própria Desdêmona. Por isso, e por ser o único capaz de conduzir um exercito no contra-ataque a uma esquadra turca que se dirigia à ilha de Chipre, Otelo foi inocentado e o casal seguiu para Chipre, em barcos separados, na manhã seguinte.
Durante a viagem uma tempestade separou as embarcações e, devido a isso, Desdêmona chegou primeiro à ilha. Algum tempo depois, Otelo desembarca com a novidade que a guerra tinha acabado porque a esquadra turca fora destruída pela fúria das águas. No entanto, o que o Mouro não sabia é que na ilha ele enfrentaria um inimigo mais fatal do que os turcos.
Em Chipre, Iago que odiava a Otelo e a Cássio, começou a semear a discórdia entre o casal, ou seja, concebeu um terrível plano de vingança que tinha como seu objetivo arruinar seus inimigos. Hábil e profundo conhecedor da natureza humana, e sempre fazendo reflexões sobre a humanidade, Iago sabia que, de todos os tormentos que afligem a alma, o ciúme é o mais intolerável e difícil de controlar.
Ele sabia que Cássio, entre os amigos de Otelo, era o que mais possuía a confiança do general. Sabia também que devido a sua beleza e eloquência, qualidades que agradam às mulheres, ele era exatamente o tipo de homem capaz de despertar o ciúme de um homem de idade avançada, como era Otelo, casado com uma jovem e bela mulher. Por isso, começou a realizar seu plano.
Sob pretexto de lealdade e estima ao general, Iago induziu Cássio, responsável por manter a ordem e a paz, a se embriagar e envolver-se em uma briga com Rodrigo, durante uma festa em que os habitantes da ilha ofereceram a Otelo. Quando o mouro soube do acontecido, destituiu Cássio de seu posto. Nessa mesma noite, Iago começou a jogar Cássio contra Otelo. Ele falava, dissimulando  certo repúdio à atitude do general, que a sua decisão tinha sido muito dura e que Cássio deveria pedir a Desdêmona que convencesse Otelo a devolver-lhe o posto de tenente. Cássio, abalado emocionalmente, não se deu conta do plano traçado por Iago e aceitou a sugestão.
Dando continuidade a seu plano, Iago insinuou a Otelo que Cássio e sua esposa poderiam estar tendo um caso. Esse plano foi tão bem traçado que Otelo começou a desconfiar de Desdêmona.
Iago sabia que o Mouro havia presenteado sua mulher com um velho lenço de linho bordado com morangos, o qual tinha herdado de sua mãe. Iago induz Emília, sua esposa, a roubar o lenço de Desdemona e diz a Otelo que sua mulher havia presenteado o seu amante com ele. Otelo, já enciumado, pergunta a sua esposa sobre o lenço e ela, ignorando que o lenço estava com Iago, não soube explicar o desaparecimento do mesmo. Nesse meio tempo, Iago colocou o lenço dentro do quarto de Cássio para que ele o encontrasse.
Depois, Iago fez com que Otelo se escondesse e ouvisse uma conversa sua com Cássio. Eles falaram sobre Bianca, meretriz amante de Cássio, mas como Otelo só ouviu partes da conversa ficou com a impressão de que eles estavam falando a respeito de Desdêmona. Um pouco depois Bianca chegou e Cássio deu a ela o lenço que encontrara em seu quarto para que ela providenciasse uma cópia. As consequências disso foram terríveis: primeiro Iago, jurando lealdade a seu general, disse que, para vingá-lo, mataria Cássio, mas sua real intenção era matar Rodrigo e Cássio simultaneamente porque eles poderiam estragar seus planos. No entanto, isso não ocorreu conforme suas intenções: Rodrigo acaba morrendo e Cássio ferido com uma perna mutilada.
Depois Otelo, totalmente descontrolado, foi à procura de sua esposa acreditando que ela o havia traído e a asfixia em seu quarto. Após isso, Emília, esposa de Iago, sabendo que sua senhora fora assassinada revelou a Otelo, Ludovico (parente de Brabâncio) e Montano (governador de Chipre antes de Otelo) que tudo isso foi tramado por seu marido e que Desdêmona jamais fora infiel.
Iago então mata Emília e foge, mas logo é capturado. Otelo, desesperado ao saber que matara sua amada esposa injustamente, apunhalou-se, caindo sobre o corpo de sua mulher e morreu beijando a quem tanto amara.
Ao finalizar a tragédia Cássio passou a ocupar o lugar de Otelo, Iago foi entregue às autoridades para ser julgado e Graciano, uma vez que seu irmão Brabâncio morrera, ficou com os bens do mouro.


AVALIAÇÃO EDUCACIONAL: subsidiando decisões


AVALIAÇÃO EDUCACIONAL:
subsidiando decisões


            A avaliação do processo de aprendizagem é prática comum e sistematizada  nas instituições escolares do país, e sempre existiu desde que as escolas foram criadas.
            Os métodos de avaliação existentes, na atualidade,  sofreram transformações ao longo dos anos,  sendo questionados por estudiosos da área quanto à sua legitimidade  e eficácia.  As avaliações externas, por meio das avaliações em larga escala, é um tema que vem se destacando  nas políticas públicas de educação, sendo considerado como parte de um conjunto de ações na tentativa de melhorar a qualidade de ensino no Brasil.
            Para Luckesi “a avaliação é um diagnóstico da qualidade dos resultados intermediários ou finais,” e pode-se afirmar então que a avaliação representa o resultado de um trabalho. Para esse autor a avaliação subsidia decisões a respeito da aprendizagem dos alunos, visando garantir a qualidade desse resultado. Por isso deve ser articulada em um  projeto pedagógico, e com seu consequente projeto de ensino, capaz de estudá-la e defini-la.
            A avaliação educacional pode ser dividida  em três categorias: a da aprendizagem; as avaliações externas  - SAEB, ENEM, PROVA BRASIL... – e a avaliação da instituição. Os avaliadores mudam de acordo com a categoria da avaliação. Na avaliação da aprendizagem, o aluno é avaliado pelo professor e espera-se que o aluno tenha aprendido os conteúdos trabalhados; nas avaliações externas, o Estado avalia alunos, professores, escola e família; na avaliação institucional é a comunidade que avalia e toma as decisões. Espera-se, com os resultados obtidos nas avaliações, conseguir melhorar a qualidade da Educação no país. Por meio dos dados alcançados o Estado poderá promover  ações visando essa melhoria.
            De acordo com o material apresentado como  aporte para este trabalho,  a avaliação da aprendizagem na Educação Básica no Brasil consolidou-se a partir da implantação do Sistema de Avaliação da Educação Básica – SAEB – aplicado pela primeira vez em 1990. É realizado a cada dois anos, é  amostral, e avalia alunos regularmente matriculados nas 4ª e 8ª séries do ensino fundamental, e 3º ano do ensino médio de escolas públicas e privadas, localizadas em área urbana e rural.  A Prova Brasil, diferentemente, é censitária, ou seja, todos os alunos de todas as escolas são avaliados, o que traz um diagnóstico da realidade do aproveitamento da aprendizagem, de cada escola. Sendo assim as avaliações fornecem dados conclusivos sobre as  práticas pedagógicas centralizando as funções diagnóstica  (o que o aluno já sabe)  e formativa  (o que ele está aprendendo) da avaliação educacional.
            Essa conjuntura torna evidentes os resultados de um trabalho, cobrado pela sociedade, e pelos órgãos responsáveis sendo, portanto, as avaliações externas, um motivador de tensões entre os profissionais da área que esperam alcançar as melhores notas confirmando  o  seu esforço e capacidade.
            Pode-se considerar que as avaliações externas são importantes por criar norteadores para as políticas educacionais e para as discussões sobre a qualidade de ensino no país. Entretanto, como são realizadas a cada dois anos   —  como o SAEB e a Prova Brasil   —  e são padronizadas não conseguem retratar tudo o que acontece no interior das escolas. Não é possível adquirir informações completas e detalhadas do cotidiano de uma escola por meio dessas avaliações. Destaca-se que numa avaliação de aprendizagem, são observadas  as habilidades e competências, e não apenas aquisição de conteúdos. Na ação de medir ou avaliar o desempenho dos alunos é necessário fazer uso das ferramentas de avaliação de aprendizagem utilizadas em cada unidade escolar de acordo com sua especificidade. Ressalta-se que as avaliações externas  são um forte indicativo do avanço da própria escola sendo este um dos seus objetivos, mas não se deve generalizar os resultados das avaliações. No planejamento dos conteúdos a serem trabalhados, os professores devem observar a  realidade da escola não se desviando dos seus objetivos e metas,   ao valorizar aqueles analisados pela Prova Brasil, em detrimento da própria autonomia.
            Compreende-se  que a cada ano, os gestores das escolas planejem suas ações pedagógicas almejando melhores resultados nas avaliações externas, em comparação com as já realizadas, uma vez que o aumento das suas notas é visto como melhoria da qualidade de ensino praticado. Mesmo aqueles professores mais confiantes têm nas avaliações, um motivador para a elaboração do planejamento de sua prática pedagógica.
            A avaliação institucional como o nome diz, avalia a instituição, ou seja, a escola como um todo e o seu processo pedagógico. É realizada dentro da escola por todos os sujeitos envolvidos  no seu cotidiano. Seu objetivo é o bem comum, da forma como está demonstrado  no Projeto Político Pedagógico, sempre pensando na melhoria da escola para os alunos e no aprimoramento do processo de aprendizagem. Essa avaliação necessita do poder público uma vez que está atrelado a ele para o funcionamento da escola.
            As três avaliações – avaliação de aprendizagem, avaliação externa, avaliação institucional – estão interligadas, pois, por meio das informações obtidas é possível tomar as decisões necessárias relacionadas a situações específicas.
            No que se refere à Educação Infantil, há algumas alterações no quadro. A avaliação institucional, ou seja, dos CMEIS, na cidade de Pará de Minas  é realizada, de acordo com o PPP de cada escola, tendo total apoio da Secretaria de Educação, que procura atender as necessidades básicas com critérios igualitários e de acordo com as possibilidades. Há uma constante preocupação com o desenvolvimento integral das crianças desde os 06 meses quando são matriculadas até os 05 anos e 11 meses quando, enfim, ingressam na educação fundamental. Além disso, a Secretaria de Educação da minha cidade está sempre oferecendo cursos de capacitação gratuitos, além de incentivar  os cursos de pós–graduação,  para que todos os funcionários tenham oportunidades. A Secretaria de Educação e os gestores das escolas buscam permanentemente uma integração com as famílias e com a comunidade entorno promovendo eventos e situações capazes de fortalecer vínculos já existentes e criar outros ainda no nascedouro. Embora a demanda seja sempre crescente, há uma preocupação do poder público no sentido de  construir   novas Creches e CMEIS,  principalmente em bairros populosos, que apresentem famílias em risco social. Nesses casos, a Secretaria de Educação trabalha em conjunto com outras  Secretarias como  Saúde e Ação Social, além de Organizações relacionadas, como APAE. 
            Nas Creches, a cada trimestre, há um estudo sobre avaliação do desenvolvimento integral dos alunos denominado Ficha Descritiva. Essa ficha é elaborada de acordo com uma observação, diária e sistematizada,  dos alunos, pelos professores, diariamente, seguindo critérios e contemplando os aspectos  cognitivo, emocional, coordenação motora, socialização, etc. No final do ano é elaborado o Portfólio.
            Na pré-escola, as avaliações seguem basicamente os mesmos critérios.   Os alunos são avaliados diariamente, e embora já estejam sendo alfabetizados, as avaliações são processuais. De acordo com o disposto  a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, na seção II, referente à Educação Infantil, artigo 31, determina  que: "(...) a avaliação far-se-á mediante o acompanhamento e registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental". Não há objetivo de promoção, sendo que a avaliação apenas auxilia no processo de aprendizagem e fortalece a autoestima das crianças. Os progressos e conquistas são compartilhados com as crianças, de uma forma contextualizada. O aluno é avaliado em todos os aspectos e as professoras seguem um guia pedagógico,   no qual as atividades são previamente estabelecidas de acordo com a fase de desenvolvimento da criança. Toda a equipe discute sobre as metas a serem alcançadas, juntamente com a Supervisora.
            Assim como nas creches, as avaliações são apresentadas aos pais, que recebem também orientações e explicações quando necessário.
            As avaliações de desenvolvimento das crianças na Educação Infantil  de Pará de Minas tem o acompanhamento de uma equipe de Coordenação da Secretaria Municipal de Educação, assim como de outros profissionais das áreas já citadas acima, com o respaldo da Prefeitura Municipal que possibilita recursos caso haja encaminhamentos para qualquer outro profissional, inexistente no serviço público, ainda que em outra localidade.
            Sendo assim, o fato de não serem realizadas avaliações externas na Educação Infantil não  interfere no cotidiano escolar dessas unidades de acordo com afirmações obtidas em conversas com outras Diretoras. As avaliações de desenvolvimento das crianças, nas unidades escolares têm o acompanhamento das Supervisoras e Diretoras, que orientam as professoras em reuniões semanais, em que são discutidas, também as práticas pedagógicas.











sexta-feira, 21 de junho de 2019

COOPERATIVISMO





            A relação das políticas públicas de trabalho e emprego e a atuação de desenvolvimento de empreendimentos de cooperativismo e associativismo   podem ser vistas como uma tentativa do governo de dinamizar campos econômicos vazios e/ou estagnados e que podem representar um papel significativo na economia,  no desenvolvimento do país e na vida das pessoas que passam a ter uma nova perspectiva de vida.
            Com a crise existente no Brasil em meados da década de 80 e a fatores como a alteração na estrutura derivada da própria crise, e dos avanços tecnológicos, o emprego no setor terciário passou a predominar trazendo como característica a deterioração das condições de trabalho. Esse quadro favoreceu o surgimento de grupos que buscavam um caminho capaz de reintegrá-los ao contexto social, além de garantir-lhes a sobrevivência, através de um novo campo econômico.
            Existem, hoje, no Brasil, milhares de cooperativas, que vão desde os catadores de material reciclável até os empregados de grandes empresas que assumiram a massa falida dando origem a cooperativas autogestionárias.
Além da progressiva distribuição da riqueza produzida o que dinamiza o desenvolvimento econômico, é importante destacar, do ponto de vista social que ao se engajar em uma cooperativa, e por meio de seu trabalho, o indivíduo pode consolidar a  própria  emancipação, o alcance à cidadania. Diante da necessidade de aquisição de conhecimentos, uma vez que o cooperado precisa entender os processos produtivos e de mercado, as pessoas passam a ter  consciência de suas possibilidades e direitos e uma nova visão de futuro. A economia solidária então passa a cumprir um papel fundamental que é o de favorecer a redução das desigualdades sociais desse país por meio da aquisição da consciência política necessária ao protagonismo que ela proporciona.
Casos de experiências exitosas em  que encadeiam as atividades se articulam desde a produção, passando pelo beneficiamento  até comercialização e que apresentam mobilização social, contribuindo para o desenvolvimento integral, de regiões com vazio econômico, incentivaram não só investimentos de organizações mas também do governo federal que a partir das demandas do próprio segmento começa a  implementar políticas em prol do seu desenvolvimento. Com o aumento do número dessas organizações e o sucesso alcançado, contribuindo para a geração de renda e consequente desenvolvimento econômico e social das famílias e mesmo da região, o governo cria medidas e a economia solidária, com é chamada passa a contar com recursos  próprios consolidando o segmento.
Torna-se necessário, entretanto, que o governo, tanto federal, estadual e municipal, crie medidas, no sentido de instruir e capacitar os trabalhadores a sustentar os diálogos de nível técnico e político, sobre como gerenciar as cooperativas, as tomadas de decisões, em todos os âmbitos de seu negócio,  e capaz  de protegê-los de possíveis interferências nefastas e enganosas.
Para a elaboração desse trabalho, utilizou-se para estudo, dois textos citados abaixo e devidamente referenciados.

MANCE, Euclides André. Políticas Públicas de Fomento ao Cooperativismo. México, DF. 2007. Disponível em:
Acesso em 27 out. 2015.

PAMPLONA, Leonardo. Políticas públicas de geração de trabalho e renda: o desafio da atuação do BNDES na economia solidária. Disponível em:


ÉTICA EMPRESARIAL




            A correlação entre os pontos resume-se no fato de que as organizações atuais se concentram em princípios éticos apenas elementares quando deveriam se apoiar nos princípios universais dos direitos humanos, aplicadas também à ética econômica, e que a comunicação deste, com outros setores da sociedade,  é elemento fundamental,  no sentido de articular ações, objetivando o bem comum.
            Os princípios éticos são as normas de conduta do ser humano e se referem aos direitos universais e  respeito e valorização da vida. Nesse caso, quando se fala em vida, refere-se a qualquer tipo de vida, ou seja, não apenas à vida humana, mas toda a vida no planeta. Isso quer dizer, no caso da ética empresarial, que as empresas devem assumir uma política objetivando o bem comum,  com um desenvolvimento sustentável,  e socialmente responsável. Uma vez que toda ação humana, explora ou interfere no meio ambiente, as empresas, em suas atividades, em média ou larga escala, e adotando os princípios éticos de respeito e valorização da vida, devem assumir compromisso de minimizar essas atividades ou compensá-las de forma a amenizar os efeitos prejudiciais ao meio ambiente, e consequentemente a todos.
             Segundo os estudiosos citados no texto acima, as empresas estão seguindo apenas os princípios éticos elementares o que leva a supor que assumem condutas, apenas as necessárias para se manter no mercado. Nesse caso, questiona-se a existência de mecanismos capazes de “conscientizar” essas empresas, do caráter imperioso de se tomar medidas que vão além do elementar.
            Considera-se que organizações civis, inclusive internacionais e o poder público devem adotar medidas severas no sentido de penalizar empresas que não adotem uma conduta condizente com a ética econômica.
            Em recente notícia veiculada no site da Revista Exame, em texto de Luísa Melo,  foi propagado que o Banco do Brasil e a Natura, empresa de cosméticos, figuram  na lista  das empresas mais éticas do mundo, no ano de 2014, elaborada pelo instituto de pesquisa Ethisphere. Este é o oitavo ano em que a listagem, não se tratando de um ranking, é divulgada. Ao todo, foram reunidas 144 companhias de 41 segmentos, em 21 países. É um motivo de orgulho para nós, brasileiros, não sendo maior por, entre tantas, apenas duas se destacam. É a quinta vez que a empresa Natura entra na lista. As questões que permitem identificar o desempenho da empresa levam em conta os programa de ética e compliance das empresas (com peso de 20%); sua reputação, liderança e inovação (20%); governança corporativa (10%); responsabilidade social (25%) e sua cultura de ética (20%).  
            Em contrapartida, numa época em que a comunicação se caracteriza pela velocidade da informação e poder de penetração, tornam-se de conhecimento público, casos de corrupção,  como os denunciados recentemente, conhecido como “Operação Lava-jato”, envolvendo empresários,  donos de empresas fortes no mercado, que subornaram funcionários da empresa Petrobrás, em troca de favorecimentos. Ainda assim, acredita-se que muito do que foi feito será encoberto e muitos envolvidos não serão penalizados, devido à própria influência e alto poder aquisitivo. Isso leva à suspeita da existência da corrupção em setores do poder público. Esse fato, devido à enorme proporção que adquiriu, e ao montante absurdo dos valores monetários, quantias que o cidadão comum não consegue sequer  imaginar, tem prejudicado o país de uma forma nunca antes ocorrida. A prática da corrupção, no Brasil, remonta ao período da colonização, segundo historiadores, porém nunca se teve notícia de um ato desses como o “Lava-jato”, que causasse tanto prejuízo, ao país e aos brasileiros,  em favor do enriquecimento de outros.

MELO, Luísa. Natura e BB são únicas do Brasil entre as mais éticas. 2014.

 Disponível em:

Acesso em 27 out. 2015.


A ARROGÂNCIA, O ÓDIO E O NORDESTINO



            A sociedade brasileira sempre foi marcada pela desigualdade social. Essa situação foi perpetrada pelo colonialismo europeu quando a elite impôs um  modelo econômico e social de dominação. O longo período de escravidão do povo africano consolidou essa situação. O povo brasileiro descendente do africano herdou essa situação e o estigma  da submissão. Durante séculos a elite dominante ficou mais rica e poderosa explorando os mais pobres que ficaram mais pobres,  aprofundando a desigualdade.
            Em algum momento histórico, homens que conseguiram perceber essa relação e possibilidades de mudanças tentaram alterar o quadro de miséria e abandono em que muitos brasileiros se encontravam. Acreditavam que bastava um aumento do poder aquisitivo para que as transformações acontecessem. Porém, a elite dominante, além de rica é muito poderosa e todas as tentativas foram eliminadas. Muitas delas por meio da violência. E assim, na História ficou marcada, mas nem todas reveladas, as vidas que foram sacrificadas pelo anseio de liberdade e dignidade próprias da condição humana e que eram negadas aos filhos pobres e sem berço deste país.
            Muito tempo se passou, e muitas ideias de igualdade social e econômica morreram no nascedouro, sufocadas por uma classe de pessoas que acreditam na própria superioridade advindas de um coronelismo secular, de privilégios barganhados a custa de suor alheio, da vergonha nacional de se saber impotente diante de tanta falta de caráter. O escárnio das classes mais abastadas diante da miséria do restante da nação dói mais que a própria dor de se sentir  excluído, na terra que é sua por direito,  porque é você que a constrói.  A arrogância e prepotência de quem possui um alto poder aquisitivo, no Brasil,  se traduzem  na concepção de que os menos favorecidos, não têm   direito aos mesmos produtos de consumo que eles, ou espaço social, ou lazer, ou educação. 
            Nos últimos anos,  com a ascensão de um partido da esquerda ao poder, esse modelo social e econômico começou a mudar com as novas políticas sociais de um nordestino, migrante, pobre e analfabeto. Foram  muitas as mudanças, que possibilitaram às classes mais pobres o acesso ao bens de consumo, lazer e principalmente à educação. Houve uma mudança significativa, para melhor, na qualidade de vida dessas pessoas. A  análise do gráfico apresentado comprova um aumento gradual do salário durante esse governo, até o ano de 2014.
             Essas transformações, de acordo com a realidade do país, não estão agradando à elite. As manifestações de ódio e desprezo dos mais ricos àqueles que hoje já não são subjugados, são absurdas e inaceitáveis dentro do conceito do que é ser humano. Com certeza há muitos poderosos perdendo com essas mudanças e, portanto, combatem a distribuição de renda proposta por esse governo.  Em razão disso, a elite, representada por vários setores, inclusive na imprensa, vem combatendo sistematicamente a legitimidade desse governo, aliada a políticos de partidos contrários, que detêm o poder. Dessa forma, Instituições Nacionais que deveriam representar o povo brasileiro têm se transformado em motivos de chacotas e de vergonha, o que leva a um estado de instabilidade sem precedentes na história.
          Muitas pessoas, de todos os setores da sociedade, têm se manifestado contra esse estado de coisas na tentativa de manter o estado democrático brasileiro, com todos os benefícios que ele representa, em direitos sociais do povo, para o povo. Um retrocesso seria desastroso para a economia e poderia significar a perda da dignidade, tão arduamente conquistada, da classe mais pobre do Brasil.