domingo, 28 de maio de 2017

Ah...que depois de tudo eu permaneça na beira de algum caminho... ou num aliso de vereda...minha alma a ouvir sempre o inaudível...e tão livre! Há de buscar todos os sons...e cores...do que não sai de dentro de mim! Para todo o sempre!
Lécia Freitas
O rio que corre. Sempre, sempre, mas não vai para o mar. Vai para outras paragens. Seja no real ou no imaginário. Busca a razão do riso e a dor. Tão intrínsicamente ligados, complementando-se. Eu vejo o rio que corre. E o rio que corre me fita. O rio nunca para, nem o riso, nem a dor. O rio da vida.
Lécia Freitas

sábado, 27 de maio de 2017

O BRASIL NA LUTA CONTRA A FOME



            Observando o mapa apresentado para aporte na figura 1, pode-se  acreditar que o Brasil é um país capaz de ajudar o mundo a combater a fome devido ao território extenso e à grande área de terra cultivável.  Além disso, o país possui recursos hídricos suficientes, que podem ser utilizadas para irrigação,  possibilitando   diversidade de culturas e uma produção de grãos que excede o necessário para o consumo dos brasileiros. De acordo com programa de conhecida rede de televisão, voltado para esse assunto, em áreas impossibilitadas de serem aproveitadas, até então, devido à seca prolongada, hoje com a irrigação está sendo possível a produção de  uma grande variedade de frutas e legumes, gerando renda e qualidade de vida para os moradores dessas regiões mais afastadas dos grandes centros produtores de alimentos e  com uma  agricultura extensiva.
            O emaranhado de fatores em que consiste as políticas públicas, econômica e social do país, impede ou dificulta  a oferta de alimentos  de forma igualitária a todo os brasileiros. Nos últimos anos, o Governo Federal, com o programa Fome Zero, Bolsa-Família e outros, tem tentado amenizar essa situação, sendo que segundos dados noticiados pela mídia, os índices da fome e da miséria têm diminuído. Com isso, há uma melhora significativa da saúde e da educação, da população mais carente, uma vez que os fatores estão interligados.
            Toda essa conjuntura chamou a atenção de outros países que vê no Brasil um modelo a ser seguido na luta contra a erradicação da fome. No entanto, isso foi possível devido às ações do Governo  a  sua determinação em acabar com a miséria no país. Em suas palestras proferidas em diversos países, o ex- Presidente Lula tem falado sobre seu projeto empregado no Brasil, durante o seu governo, e agora, no governo atual da Presidenta Dilma, com o objetivo de erradicar a fome e a miséria. São visíveis as transformações ocorridas na população mais carente do país. O Brasil sempre teve um potencial capaz de obter uma grande produção de alimentos, porém  era mal gerenciado devido às ações políticas dos governos  anteriores. Acredita-se que muito mais ainda pode ser feito, uma vez que o país possui condições e tem um povo empreendedor. Em notícias veiculadas pela mídia é possível perceber que os grandes produtores têm investido em técnicas e aprimoramentos para uma produção cada vez maior de alimentos. É preciso, portanto, investimentos e administração  adequada.
            Infelizmente, as condições climáticas dos últimos anos têm se alterado, trazendo longos períodos de estiagem, ou  chuvas excessivas em outras áreas, o que tem prejudicado bastante a produção de alimentos em todo o país. É comum notícias de que  plantações inteiras foram perdidas por um desses fatores.
            Em razão disso, é fundamental que as políticas ambientais tomem medidas, no sentido de preservar o meio ambiente, principalmente as nascentes e os cursos d’água, além da recuperação de áreas degradadas, e esgotadas pelo uso inadequado de práticas de cultivo, investindo em  técnicas mais apropriadas para cada caso, visando amenizar os efeitos naturais do clima e tentando soluções para a questão ambiental e suas consequências. Torna-se importante investir na educação das novas gerações sobre o trato com a terra e o meio ambiente, criando condições e incentivos para fixar o homem no campo, e assim garantir uma produção de alimentos e qualidade de vida não só aos brasileiros mas também a outros povos.

            
Lécia Freitas

O CONHECIMENTO E O MERCADO DE TRABALHO


           
            De acordo com os estudos realizados, a análise crítica de Castells sobre as hipóteses, desconstrói o negativismo existente nas teorias pós- industrialismo a respeito das oportunidades de trabalho existentes no mercado.  O autor analisa as teorias sobre as mudanças que vão ocorrer nas atividades de trabalho existentes na era informacional, em que é afirmada a diminuição das vagas de emprego oferecidas nas indústrias no setor de produção e o fim do emprego rural. Dessa forma a maior oferta de empregos seria na prestação de serviços, nas sociedades mais avançadas.
            O que se pode observar que a sociedade realmente se transforma devido a chamada “era digital”. A importância de profissões com grande conteúdo de informação e conhecimentos como as administrativas, e técnicas  especializadas crescem, não só no Brasil e há um interesse da população devido às compensações salariais. Não se acredita, no entanto no declínio das atividades rurais. Com o aumento populacional a produção de alimentos também deve aumentar. Embora cada vez mais as novas tecnologias estejam presentes  nesse tipo de atividade, o que requer especialização e conhecimentos,  é necessária uma mão de obra que não pode ser substituída por máquinas. Não se imagina uma produção em massa de alimentos sintéticos. O que se vê nos informativos a respeito é o aprimoramento desses empregos, em que está sendo exigida uma capacitação do empregado. Nesse caso, melhoram as compensações o que tem ocasionado uma qualidade de vida cada vez melhor ao homem do campo, traduzida em aquisição de bens, favorecendo a indústria.  Os  produtores rurais, de pequeno e médio porte, sem grandes perspectivas financeiras vão continuar, apesar de toda a intricada rede de informação e dos prognósticos da teoria, a utilizar a mão de obra humana  em suas atividades. E eles são muitos, não só aqui no Brasil como também em outros países de todas as partes do mundo.
            Mesmo em sociedades mais avançadas como no Japão, em alguns países europeus e outros que emergem, esses diagnósticos devem ser olhados com cautela. Com a globalização o que se tem visto nos noticiários é uma retração da economia, de diversos países, ocasionada por vários fatores, como os acontecimentos ocorridos na China por exemplo. A reestabilização, e consequente avanço, da economia é um processo lento. No Brasil devido a fatores como a forte  crise política, econômica e social, que tem ocasionado uma estagnação em todos os setores, ocorre uma desindustrialização. Contudo, o que se espera, é que haja uma reação tanto do Governo quanto da sociedade, e que o país volte a crescer. Os programas sociais do governo brasileiro têm favorecido às famílias de baixa renda a possibilidade de adquirir bens de consumo pela primeira vez. Isso aquece a indústria e o comércio e garante o mercado de trabalho.
            Acredita-se que de acordo com os avanços das sociedades, as atividades relacionadas ao conhecimento e informação, cada vez mais, irão adquirir importância. A prestação de serviços, também deve se evoluir  numa dinâmica cada vez mais sofisticada, isso nos grandes centros. Mas nem toda a população mundial vive nas grandes cidades.  As cidades de pequeno e médio porte, com suas pequenas indústrias,  não devem ser desconsideradas na sua oferta de empregos. Observando que, devido aos enormes problemas enfrentados pela população no dia a dia das grandes cidades, muitos estão fazendo o caminho de volta.

            De acordo com o texto para aporte e pela argumentação de Castells, no processo de transformação do mercado não desaparece nenhuma categoria importante de serviço. O que ocorre é uma diversidade cada vez maior de atividades e o surgimento de um conjunto de conexões entre as diferentes atividades que torna obsoleta as categorias de emprego. No entanto, essa situação sempre aconteceu ao longo do desenvolvimento da humanidade, em que algumas categorias de emprego foram substituídas por outras, não ocorrendo somente agora com o aumento  das atividades ligadas à informação e à prestação de serviços. 

Lécia Freitas

PROTEÇÃO AO EMPREGO



            De acordo com o gráfico apresentado para aporte, em um mês,  mais de cem mil trabalhadores brasileiros perderam seu emprego,  o  que preocupa toda a sociedade! Numa crise econômica, ou mesmo fora dela nada angustia mais o trabalhador, o pai de família, do que a iminência da perda do emprego. Isso sem falar que o desemprego, ainda que em um setor apenas, adquire um efeito dominó, que leva à desaceleração da economia.
            Por causa disso, foi criado pelo governo federal um programa denominado Programa de Proteção ao Emprego- PPE-  com medidas que visam manter o emprego de milhares de trabalhadores. A diminuição proporcional dos rendimentos ocasionada pela redução da jornada em até 30% será uma das medidas tomadas para aumentar o número de vagas. A complementação da renda se efetuará  com recursos  do Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT. A expectativa é de amparar cinquenta mil trabalhadores. Além de proteger o emprego, o programa tem como objetivo economizar, uma vez que o pagamento do seguro-desemprego, a tantos, seria muito maior que o valor empregado nas medidas de conservação do emprego. As empresas que aderiram ao programa devem seguir determinações e um prazo estipulado pelo governo.
            A permanência desses empregos traz benefícios a todo o país, lembrando o efeito dominó, além de manter certo clima de tranquilidade. Considera-se uma medida importante, uma vez que ter um  trabalho para a sobrevivência da família é uma das prerrogativas mais importante para o ser humano. Além disso, os recursos utilizados serão de um Fundo criado para atender o trabalhador. Com essa medida o Governo espera que as empresas continuem  operando, o que é essencial para a economia.
           Ressalta-se que não há registros de tentativas semelhantes, ao que se sabe nunca foi tentado antes, portanto, não se tem nenhuma experiência relacionadas a essas medidas,  nem se as empresas coseguirão manter os empregos, apesar da crise.

Lécia Freitas


O COOPERATIVISMO


            A relação das políticas públicas de trabalho e emprego e a atuação de desenvolvimento de empreendimentos de cooperativismo e associativismo   podem ser vistas como uma tentativa do governo de dinamizar campos econômicos vazios e/ou estagnados e que podem representar um papel significativo na economia,  no desenvolvimento do país e na vida das pessoas que passam a ter uma nova perspectiva de vida.
            Com a crise existente no Brasil em meados da década de 80 e a fatores como a alteração na estrutura derivada da própria crise e dos avanços tecnológicos, o emprego no setor terciário passou a predominar trazendo como característica a deterioração das condições de trabalho. Esse quadro favoreceu o surgimento de grupos que buscavam um caminho capaz de reintegrá-los ao contexto social, além de garantir-lhes a sobrevivência, através de um novo campo econômico.
            Existem, hoje, no Brasil, milhares de cooperativas, que vão desde os catadores de material reciclável até os empregados de grandes empresas que assumiram a massa falida dando origem a cooperativas autogestionárias.
Além da progressiva distribuição da riqueza produzida o que dinamiza o desenvolvimento econômico, é importante destacar, do ponto de vista social que ao se engajar em uma cooperativa, e por meio de seu trabalho, o indivíduo pode consolidar a  própria  emancipação, o alcance à cidadania. Diante da necessidade de aquisição de conhecimentos, uma vez que o cooperado precisa entender os processos produtivos e de mercado, as pessoas passam a ter   consciência de suas possibilidade e direitos e uma nova visão de futuro. A economia solidária então passa a cumprir um papel fundamental que é o de favorecer a redução das desigualdades sociais desse país por meio da aquisição da consciência política necessária ao protagonismo que ela proporciona.
Casos de experiências exitosas em  que encadeiam as atividades se articulam desde a produção, passando pelo beneficiamento  até comercialização e que apresentam mobilização social, contribuindo para o desenvolvimento integral, de regiões com vazio econômico, incentivaram não só investimentos de organizações mas também do governo federal que a partir das demandas do próprio segmento começa a  implementar políticas em prol do seu desenvolvimento. Com o aumento do número dessas organizações e o sucesso alcançado, contribuindo para a geração de renda e consequente desenvolvimento econômico e social das famílias e mesmo da região, o governo cria mediadas e a economia solidária, com chamada passa a contar com recursos  próprios consolidando o segmento.

Torna-se necessário, entretanto, que o governo, tanto federal, estadual e municipal, crie medidas, no sentido de instruir e capacitar os trabalhadores a sustentar os diálogos de nível técnico e político, sobre como gerenciar as cooperativas, as tomadas de decisões, em todos os âmbitos de seu negócio,  e capaz  de protegê-los de possíveis interferências nefastas e enganosas.  

Lécia Freitas

A ARROGÂNCIA, O ÓDIO E O NORDESTINO

A ARROGÂNCIA, O ÓDIO  E O NORDESTINO

            A sociedade brasileira sempre foi marcada pela desigualdade social. Essa situação foi perpetrada pelo colonialismo europeu quando a elite impôs um  modelo econômico e social de dominação. O longo período de escravidão do povo africano consolidou essa situação. O povo brasileiro descendente do africano herdou essa situação e o estigma  da submissão. Durante séculos a elite dominante ficou mais rica e poderosa explorando os mais pobres que ficaram mais pobres,  aprofundando a desigualdade.
            Em algum momento histórico, homens que conseguiram perceber essa relação e possibilidades de mudanças tentaram alterar o quadro de miséria e abandono em que muitos brasileiros se encontravam. Acreditavam que bastava um aumento do poder aquisitivo para que as transformações acontecessem. Porém, a elite dominante, além de rica é muito poderosa e todas as tentativas foram eliminadas. Muitas delas por meio da violência. E assim, na História ficou marcada, mas nem todas reveladas, as vidas que foram sacrificadas pelo anseio de liberdade e dignidade próprias da condição humana e que eram negadas aos filhos pobres e sem berço deste país.
            Muito tempo se passou, e muitas ideias de igualdade social e econômica morreram no nascedouro, sufocadas por uma classe de pessoas que acreditam na própria superioridade advindas de um coronelismo secular, de privilégios barganhados a custa de suor alheio, da vergonha nacional de se saber impotente diante de tanta falta de caráter. O escárnio das classes mais abastadas diante da miséria do restante da nação dói mais que a própria dor de se sentir  excluído, na terra que é sua por direito,  porque é você que a constrói.  A arrogância e prepotência de quem possui um alto poder aquisitivo, no Brasil,  se traduzem  na concepção de que os menos favorecidos, não têm   direito aos mesmos produtos de consumo que eles, ou espaço social, ou lazer, ou educação.  As manifestações de ódio e desprezo dos mais ricos àqueles que hoje já não são subjugados, são absurdas e inaceitáveis dentro do conceito do que é ser humano.
            Nos últimos anos,  com a ascensão de um partido da esquerda ao poder, esse modelo social e econômico começou a mudar com as novas políticas sociais de um nordestino, migrante, pobre e analfabeto. Foram  muitas as mudanças, que possibilitaram às classes mais pobres o acesso ao bens de consumo, lazer e principalmente à educação. Houve uma mudança significativa, para melhor, na qualidade de vida dessas pessoas. A  análise do gráfico apresentado comprova um aumento gradual do salário durante esse governo.
           Contudo, essas transformações, de acordo com a realidade do país, não estão agradando à elite. Com certeza há muitos poderosos perdendo com essas mudanças e, portanto, combatem a distribuição de renda proposta por esse governo.  Em razão disso, a elite, representada por vários setores, inclusive na imprensa,  vem combatendo sistematicamente a legitimidade desse governo, aliada a políticos de partidos contrários, que detêm o poder. Dessa forma, Instituições Nacionais que deveriam representar o povo brasileiro têm se transformado em motivos de chacotas e de vergonha, o que leva a um estado de instabilidade sem precedentes na história.
          Muitas pessoas, de todos os setores da sociedade, têm se manifestado contra esse estado de coisas na tentativa de manter o estado democrático brasileiro, com todos os benefícios que ele representa, em direitos sociais do povo, para o povo. Um retrocesso seria desastroso para a economia e poderia significar a perda da dignidade, tão arduamente conquistada, da classe mais pobre do Brasil.

Lécia Freitas


ÉTICA EMPRESARIAL



            A correlação entre os pontos resume-se no fato de que as organizações atuais se concentram em princípios ético apenas elementares quando deveriam se apoiar nos princípios universais dos direitos humanos, aplicadas também à ética econômica, e que a comunicação deste, com outros setores da sociedade,  é elemento fundamental,  no sentido de articular ações, objetivando o bem comum.
            Os princípios éticos são as normas de conduta do ser humano e se referem aos direitos universais e  respeito e valorização da vida. Nesse caso, quando se fala em vida, refere-se a qualquer tipo de vida, ou seja, não apenas à vida humana, mas toda a vida do planeta. Isso quer dizer, no caso da ética empresarial, as empresas devem assumir uma política objetivando o bem comum,  com um desenvolvimento sustentável,  e socialmente responsável. Uma vez que toda ação humana, explora ou interfere no meio ambiente, as empresas, em suas atividades, em média ou larga escala, e adotando os princípios éticos de respeito e valorização da vida, devem assumir compromisso de minimizar essas atividades ou compensá-las de forma a amenizar os efeitos prejudiciais ao meio ambiente, e consequentemente a todos.
             Segundo os estudiosos citados, as empresas estão seguindo apenas os princípios ético elementares o que leva a supor que assumem condutas, apenas as necessárias para se manter no mercado. Nesse caso, questiona-se a existência de mecanismos capazes de “conscientizar” essas empresas, do caráter imperioso de se tomar medidas que vão além do elementar.
            Considera-se que organizações civis, inclusive internacionais e o poder público devem adotar medidas severas no sentido de penalizar empresas que não adotem uma conduta condizente com a ética econômica.
            Em recente notícia veiculada no site da Revista Exame, foi propogado que o Banco do Brasil e a Natura, empresa de cosméticos, figuram  na lista  das empresas mais éticas do mundo, no ano de 2014, elaborada pelo instituto de pesquisa Ethisphere. Este é o oitavo ano em que a listagem, não se tratando de um ranking, é divulgada. Ao todo, foram reunidas 144 companhias de 41 segmentos, em 21 países. É um motivo de orgulho para nós, brasileiros, não sendo maior por, entre tantas, apenas duas se destacam. É a quinta vez que a empresa Natura entra na lista. As questões que permitem identificar o desempenho da empresa levam em conta os programa de ética e compliance das empresas (com peso de 20%); sua reputação, liderança e inovação (20%); governança corporativa (10%); responsabilidade social (25%) e sua cultura de ética (20%).  
            Em contrapartida, numa época em que a comunicação se caracteriza pela velocidade da informação e poder de penetração, tornam-se de conhecimento público, casos de corrupção,  como os denunciados recentemente, conhecido como “Lava-jato”, envolvendo empresários,  donos de empresas fortes no mercado, que subornaram funcionários da empresa Petrobrás, em troca de favorecimentos. Ainda assim, acredita-se que muito do que foi feito será encoberto e muitos envolvidos não serão penalizados, devido à própria influência e alto poder aquisitivo. Isso leva à suspeita da existência da corrupção em setores do poder público. Esse fato, devido à enorme proporção que adquiriu, e ao montante absurdo dos valores monetários, quantias que o cidadão comum tem dificuldade de imaginar, tem prejudicado o país de uma forma nunca antes ocorrida. A prática da corrupção, no Brasil, remonta ao período da colonização, segundo historiadores, porém nunca se teve notícia de um atos que estão sendo denunciados agora,e  que causassem tanto prejuízo, ao país e aos brasileiros,  em favor do enriquecimento de outros.

Lécia Freitas



sexta-feira, 19 de maio de 2017


a felicidade companheira
de tanto sonhar-lhe
andou de braços dados comigo
como gente antiga
sorriu-me os lábios,
beijou-me os olhos
em tardes douradas
a felicidade
de tanto andar comigo
pensei fosse minha
mas era engano
esteve ao meu lado
bailou em meus braços
mas não era minha
Lécia Freitas

O MEU AMOR

o amor que não basta
é aquele que numa noite fria
traz no sono a mão
que a outra sofregadamente
no sonho busca
e então o braço se estica
para fora dos cobertores
e permanece ali
no gelo da madrugada
até se endurecer
buscando a mão

que ilusoriamente acaricia 

Lécia Freitas

terça-feira, 16 de maio de 2017

A Nega Fulô que vive em mim te oferece o cheiro por debaixo das tranças e o levantar da barra da saia rodada de chita!

Lécia Freitas


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quinta-feira, 11 de maio de 2017

OS EQUÍVOCOS DAS REDES SOCIAIS



            Ao entrarmos nas redes sociais da web, podemos afirmar que o jovem na atualidade é extremamente politizado e defensor das minorias étnico-raciais, devido ao grande número de posts, e às manifestações sejam de apreço ou de indignação diante de acontecimentos relacionados.
            Acontece, porém que não se deve considerar  que esse fenômeno acontece agora por causa de uma politização ou conscientização. O que ocorre é que devido ao alcance dos meios de comunicação, as notícias correm e se divulgam com uma rapidez alucinante e um poder de penetração que assusta ao mesmo tempo em que informa.  E muitos jovens querem mesmo é mostrar que estão por dentro das novidades, dos acontecimentos. Muitos não sabem nem do que estão falando.
        Só para exemplificar os fatos ocorridos na época da recente ditadura no Brasil, por exemplo, são merecedores de indignação por parte da população que os presenciou e que sabem das suas consequências. Entende-se que a revolta não foi maior pelo desconhecimento de muitos fatos e por ser absolutamente proibida, durante muito tempo, a revelação dos tristes acontecimentos. Acredito, porém, que a despeito de tudo, a juventude brasileira nunca foi tão politizada como naquela época.
             O que se pode dizer, sobre os jovens de hoje, que há uma desesperança devido à própria situação de intolerância existente no mundo. Há uma descrença à valores inerentes à raça humana. Isso faz com que os jovens busquem algo com que se agarrar.  A luta das minorias étnico-raciais traz em seu bojo elementos que chamam atenção dos jovens. Mas não há uma firmeza de pensamentos e ações concretas em defesa dessas minorias.   O que há na verdade é um contra senso perceptível nas redes sociais. De que adianta um discurso bonito se na prática, quando o imigrante chega e precisa de apoio, ele é visto como alguém que vai roubar as oportunidades que seriam do cidadão nativo? Pior, de que adianta esse discurso se na realidade, os nossos excluídos são massacrados?  Porque para muitos brasileiros, não somente os jovens, as oportunidades devem ser oferecidas e divididas somente entre aqueles de seu grupo social. O preconceito grassa em nossa sociedade. O recrudescimento do racismo no cotidiano comprova a afirmativa, assustando pelas consequências e pela vergonha alheia.
            Além disso, a importância que se dá a um acontecimento doloroso envolvendo qualquer indivíduo pertencente a uma minoria é factual. A dimensão que se dá ao sofrimento nas redes sociais é absurda. No entanto, ele cessa e é esquecido diante de qualquer outro acontecimento, seja doloroso ou não, seja de qualquer pessoa ou fato. A velocidade  com que as informações se equiparam à rapidez com que são esquecidas, e assim o sofrimento é banalizado, as causas e ideais são sobrepostas. Não há aprofundamento em questões que devem ser discutidas para se tentar uma solução. O que se vê comumente são manifestações de intolerância, o que acirra o ódio. Não se percebe uma politização de fato. Quando não há intolerância, há uma indiferença, atestando a preeminência da individualidade dos tempos atuais.
            A educação brasileira tem em seus Parâmetros Curriculares Nacionais orientações sobre como trabalhar o tema desde a mais tenra idade, ainda na educação infantil. O ensino superior, nos cursos de licenciatura, também reserva um espaço em disciplinas orientando e metodologias de como ensinar os futuros alunos a  reconhecer e respeitar as diferenças.  O que se espera, ainda que seja em longo prazo, é que haja resultados positivos por meio da educação.

Lécia Freitas











A ÉTICA E OS SELETOS



            As terapias com células-tronco têm gerado polêmica, tanto entre os estudiosos quanto na sociedade em geral por abranger âmbitos que vão além da medicina. O procedimento na obtenção dessas células traz implicações políticas, religiosas, morais e éticas. No Brasil existe uma específica Lei que regulamenta esta prática. O assunto é tão complexo que em vários países é proibido a manipulação e utilização dessas células.
            As terapias com células-tronco abre um caudal de esperança de vida para muitos pacientes. Essas células  podem ser conseguidas por meio do cordão umbilical e placenta. No entanto, este tipo de célula não consegue desenvolver tantos tecidos como as células adquiridas em tecidos clonados.  Daí a necessidade de se fazer clonagem. Casais que não podem ter filhos, se utilizam de meios de fertilização criando embriões, que depois serão implantados no útero de uma mulher, seja a própria doadora dos óvulos ou não. São processos   delicados, dispendiosos e que também suscitam diversas polêmicas sobre sua prática, em diversas questões da vida humana, mas se tornam a cada dia mais corriqueiros devido ao fato de que para muitos é o último recurso,  na tentativa de terem um filho.  O que têm causado as discussões é o fato de que o material biológico utilizado para a clonagem são os embriões congelados excedentes que das fertilizações, que ficam nos laboratórios. E esses embriões são considerados como seres vivos, pelos estudiosos. Segundo a reflexão  da médica psicanalista, pesquisadora em Bioética da Pós-graduação em Saúde da Criança e da Mulher do Instituto Fernandes Figueira da Fundação Oswaldo Cruz e Diretora Executiva da Sociedade de Bioética do Estado do Rio de Janeiro - SB Rio, Prof. Dra. Marlene Braz, a respeito da pertinência da discussão sobre o inicio da vida: "Sem dúvida o embrião é um ser vivo. Não é ainda pessoa, mas já é vivo”.
            Os questionamentos éticos sobre o assunto advêm, também,  dessa afirmativa.  Como acreditar que a esperança de cura para muitos estão acima da vida desses embriões? Esses embriões, no caso clones, são gerados para serem destruídos. Ainda que seja para salvar vidas, será moralmente aceitável salvar vidas, tirando outras? Além disso, há um risco, segundo especialistas, de deformações genéticas, no caso de clones.
             A discussão não se esgota, sendo que a cada argumento surgem  novos  debates. O que se pode imaginar é que, as pessoas que esperam pelo tratamento, na ânsia pela vida, não vão observar os princípios éticos. Mas, sendo um tratamento tão dispendioso, quantos terão acesso? Seria esse, mais um processo de seletividade, acrescentando mais um item na longa lista  da exclusão?
Lécia Freitas


quarta-feira, 10 de maio de 2017

UM AMOR TÃO DOCE

Toda manhã eu me sentava ali com o notebook no colo para trabalhar. Eu via o caminho do sol pelos raios que entravam pela janela e depois pela porta, conforme a hora. Muitas vezes parava o trabalho para escrever sobre a vida. A vida que teimava existir em mim e  que eu queria negar. Porque falava dele desde as coisas mais insignificantes ate àquelas que me moviam. Negava porque era muito doloroso aceitar essa verdade. Em nenhum momento eu pensava em interromper essa vida e ver o real lá fora. Saber que a vida corria lá fora era mais doloroso ainda.
Eu queria sim, que tudo parasse, que o tempo voltasse naquele instante que ele me olhou, e que eu vi o mundo dentro dele. Um instante foi bastante para perceber que o amor seria amor em qualquer lugar, em qualquer  tempo, seja na vida ou na morte.
Eu sentia o amor tão grande, tão denso, em mim, dentro e em volta de mim. Eu sentia a presença dele tão forte como se fosse físico mesmo, que eu sabia, eu tinha certeza que mesmo depois que eu morresse eu continuaria amando aquele amor. Nada nesta vida, nem depois dela, nunca, nada seria capaz de exterminar, de exaurir, de consumir este amor. Ele, o meu amor, vai existir até depois do final dos tempos. Esta certeza é que me faz viver, e que torna tudo tão doce. Não importa a vida lá fora. Este amor já me levou para outra dimensão. Eu vivo além.




Lécia Freitas








sexta-feira, 5 de maio de 2017


A língua mais dificil de aprender é a do silêncio. É a que traz mais inferências e duplos sentidos. No entanto, é uma das que mais devem ser usadas. E para interpretá-la, às vezes, é preciso perguntar ao coração. Outras vezes, à razão.

Lécia Freitas




quarta-feira, 3 de maio de 2017

TEMPO DE SER FELIZ




Se encontrar um batom vermelho em uma boca já enrugada, não julgue. Se encontrar um riso em um coração já murcho pelo tempo e uma transparência fora de época, não caçoe. Se encontrar uma mulher vestida espalhafatosamente não ria: você não sabe que sonho ela deseja encantar. Você não sabe aonde ficou a alegria escondida. Porque para algumas pessoas a vida só acontece no fim, fora do tempo e do lugar. E se alguém lhe parece fora dos seus padrões, ainda assim, não aponte o dedo. Porque se seu julgamento for injusto, impiedoso, cruel, e a pessoa não suportar e cometer um desatino o culpado será você.
E por que digo isso, coisa tão sem propósito, dirão alguns. Porque pode acontecer “affs” embolorados diante de uma alegria que se avizinha. Porque a juventude pode acontecer em coração outrora já sem ritmo, sem batuque. A mocidade pode acontecer onde não mais seda, nem brilho, nem curvas.
Houve um tempo que eu deixei de ser mulher e renegava toda a doçura. Ser mulher naquele momento era admitir uma incapacidade, um desamor sem tamanho. Era reconhecer a vergonha pelo abandono e a dor que ele causa. A rejeição, ainda que de alguém menor. Era mostrar ao mundo a imparidade em todas as situações da vida e a solidão mais amarga, principalmente nas madrugadas. Seja aquelas chuvosas com o vento batendo na janela, seja aquelas que a lua invadia o espaço enorme, que de grande não tinha nada. Tão somente em meu coração, e no lado de um mísero catre. E assim, aboli qualquer renda, todos os babados, os cheiros que sempre gostei e aquele batom vermelho. Privei-me de carinhos, mesmo o solitário.O riso truncou-se, arrepios somente do frio do inverno que eu teimava em não sentir para esquecer que tinha pele. Os cabelos sempre puxados pra trás, amarrados evitando qualquer resquício de feminilidade. Eu negava ser mulher e assim por recusar uma condição deixei também de ser uma pessoa. Por anos, deixei de existir.
Coração humano, porém, é campo fértil. E a poesia que escondi, que neguei, sempre aflorava por motivos os mais absurdos, os mais despropositados possíveis. Surgia, tomava conta, falava de um mundo que eu conhecia muito bem, que existia atrás da minha retina, dentro da mente, em volta da minha alma. A idealização de um amor desejado vai além de carinhos furtivos ou escancarados, concebidos ou não em vivência partilhada, demorada, ou tão ligeiro debaixo da escada, atrás do portão, onde for. Seja no concreto, real, ou imaginado. O amor querido sobrevive com a loucura do desejo de uma mensagem azul, um cheiro que vem no vento, com palavras doces vistas, não ouvidas. Com os sons tão maviosos oferecidos em ondas pelo espaço, com os beijos nunca sentidos de fato, e com os abraços percebidos apenas no tanto enorme entre dois braços que se erguem no vácuo.
Mas é preciso viver o real, antes que ele se acabe. É preciso acabar com a tristeza, com a solidão. É preciso ter coragem, sentir a vida em alguém de verdade que o tempo se aproxima velozmente. O tempo tem pressa. Mas quando? Onde me achar?
Encontro em um amor o que nunca fui. O que nunca tive. Tenho que aprender agora a dualidade do tempo. O que sou agora, e o que resgato em mim para viver esse tempo. É hora de ser feliz!

Lécia Freitas


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Aqueles que amamos e perdemos não estão mais perto de nós, é fato. Mas alguns permanecem. Entrenharam-se tanto que não se vão. Seja porque gostaram, seja porque não queremos. 

Lecia Freitas



Não sei se o sonho fragiliza ou impulsiona. Segundo o poeta, viver é melhor que sonhar. Às vezes, a cada dia, é preciso pegar o sonho e alisar a alma, contudo, quase sempre, o melhor é pegar o primeiro trem e viver. Espere sempre com a passagem na mão.

Lecia Freitas



Que me perdoem os insensíveis, os que trazem a alma lisa sem nenhuma ruga de dor de saudade Os que se apresentam com o olhar duro ante as coisas pequenas e não percebem os despropósitos da vida: a formiga que ama a roseira. Os que oferecem apenas o vinco na boca e não mostram os dentes legitimando o inusitado: o vento que rodopia convidando as folhas secas e o pó ao bailado último. Que me perdoem os ínfimos de coração que mergulham sem criar ondas. Que me perdoem os céticos, mas a poesia é essencial.
Lecia Freitas




Eu vivi muitas vezes esperando no canto da casa que o sonho viesse e o riso acontecesse. Esperei a batida, o toque, a fala. A manhã virou dia, a noite envelheceu, a vida passou. Eu vivi muitas vezes, e depois morri em todas elas. O amor, esse, nunca vingou.


Lecia Freitas



domingo, 30 de abril de 2017

O sonho que nos visita, noite após noite, e se torna companheiro tanto, que mesmo quando se vai, permanece em nós. E assim chega um tempo que não se sabe o que é sonho ou o que é real. E a gente lembra do que não viveu, e espalha lembranças coloridas pela vida afora como um bem que se teve sem nunca ter tido.

Lécia Freitas


sábado, 29 de abril de 2017

O GOSTO DA VIDA
não deixarei que a solidão me amargure
nem que nenhum desamor me apague
ainda sei de horas felizes
ainda tenho a boca carnuda
trêmula
e os dedos repletos
de carinho em braille
tatuagem em pele amada
os filhos que chegam
trazem no suor do trabalho
o gosto da vida
que não sinto mais
agora apenas trago
na alfazema
o cheiro dos mortos vivos
mas não deixarei que a solidão me amargure
nem que nenhum desamor
apague meus dias
ainda sei de tempos felizes.
Lécia Freitas


Não é verdade que os passarinhos voltam. Podem aparecer novamente, é fato, mas não numa volta. Porque voam em ciclos. Também não será possivel embarcar nesse trem e nem em salas coloridas, seja de qual for. O tempo se foi para todo sempre. Enterrou-se, com Prudêncio Aguilar e seus galos de briga. Seria preciso um novo Melquíades para resgatá-lo. Mas as abelhas nunca encontram as mesmas flores.


Lécia Freitas


segunda-feira, 24 de abril de 2017


Que não nos falte o verso para o poema e o amor de cada dia!


Lecia Freita
s





A menina viveu a vida toda sem ter amanhecido
e agora tem medo
de virar bem te vi
é que o trinado de repente ficou tão alegre.

Lécia Freitas





quando a tarde fica triste demais é melhor pegar
um joão de barro (esse tem canto alegre) e buscar logo a manhã

é que o sol não sabe de tristeza
e não adianta o tempo...

Lécia Freitas



No meio de tudo, agora, você é minha vontade de amor!

Lécia Freitas


Toda a sabedoria de hoje só serve para me ensinar que não sei dos planos da terra sobre o verde dos tempos
que a velocidade dos insetos não se mede com o vento
que as borboletas voam em circulos porque se enbebedam de cores
e que os sonhos não terminam nunca
apenas se reclinam, cansados, em cadeiras invisíveis
em salas de espera de cor azul
dentro de nós.

Lécia Freitas