sexta-feira, 21 de junho de 2019

COOPERATIVISMO





            A relação das políticas públicas de trabalho e emprego e a atuação de desenvolvimento de empreendimentos de cooperativismo e associativismo   podem ser vistas como uma tentativa do governo de dinamizar campos econômicos vazios e/ou estagnados e que podem representar um papel significativo na economia,  no desenvolvimento do país e na vida das pessoas que passam a ter uma nova perspectiva de vida.
            Com a crise existente no Brasil em meados da década de 80 e a fatores como a alteração na estrutura derivada da própria crise, e dos avanços tecnológicos, o emprego no setor terciário passou a predominar trazendo como característica a deterioração das condições de trabalho. Esse quadro favoreceu o surgimento de grupos que buscavam um caminho capaz de reintegrá-los ao contexto social, além de garantir-lhes a sobrevivência, através de um novo campo econômico.
            Existem, hoje, no Brasil, milhares de cooperativas, que vão desde os catadores de material reciclável até os empregados de grandes empresas que assumiram a massa falida dando origem a cooperativas autogestionárias.
Além da progressiva distribuição da riqueza produzida o que dinamiza o desenvolvimento econômico, é importante destacar, do ponto de vista social que ao se engajar em uma cooperativa, e por meio de seu trabalho, o indivíduo pode consolidar a  própria  emancipação, o alcance à cidadania. Diante da necessidade de aquisição de conhecimentos, uma vez que o cooperado precisa entender os processos produtivos e de mercado, as pessoas passam a ter  consciência de suas possibilidades e direitos e uma nova visão de futuro. A economia solidária então passa a cumprir um papel fundamental que é o de favorecer a redução das desigualdades sociais desse país por meio da aquisição da consciência política necessária ao protagonismo que ela proporciona.
Casos de experiências exitosas em  que encadeiam as atividades se articulam desde a produção, passando pelo beneficiamento  até comercialização e que apresentam mobilização social, contribuindo para o desenvolvimento integral, de regiões com vazio econômico, incentivaram não só investimentos de organizações mas também do governo federal que a partir das demandas do próprio segmento começa a  implementar políticas em prol do seu desenvolvimento. Com o aumento do número dessas organizações e o sucesso alcançado, contribuindo para a geração de renda e consequente desenvolvimento econômico e social das famílias e mesmo da região, o governo cria medidas e a economia solidária, com é chamada passa a contar com recursos  próprios consolidando o segmento.
Torna-se necessário, entretanto, que o governo, tanto federal, estadual e municipal, crie medidas, no sentido de instruir e capacitar os trabalhadores a sustentar os diálogos de nível técnico e político, sobre como gerenciar as cooperativas, as tomadas de decisões, em todos os âmbitos de seu negócio,  e capaz  de protegê-los de possíveis interferências nefastas e enganosas.
Para a elaboração desse trabalho, utilizou-se para estudo, dois textos citados abaixo e devidamente referenciados.

MANCE, Euclides André. Políticas Públicas de Fomento ao Cooperativismo. México, DF. 2007. Disponível em:
Acesso em 27 out. 2015.

PAMPLONA, Leonardo. Políticas públicas de geração de trabalho e renda: o desafio da atuação do BNDES na economia solidária. Disponível em:


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